quinta-feira, 2 de julho de 2015

CARTA À MINHA FILHA IMIGRANTE

Este foi o primeiro dia, decerto mais virão, em que me telefonas a dizer que estás doente, que ainda foste trabalhar, mas que te mandaram para casa.
Este foi o primeiro dia em que os cerca de 2300 kms que nos separam fisicamente, se tornaram reais para mim, quando penso em ti (sempre), imagino-te bem, feliz, adaptada, não penso que algo de menos bom te possa acontecer, porque o meu pensamento e o meu amor de mãe te hão-de proteger.
Hoje, mandei-te várias mensagens para saber como estavas e, respondes-te que estás melhor e eu sosseguei e acreditei.
E, lembrei-me dos familiares (principalmente dos pais) dos imigrantes que partiram há tantos anos, para procurar uma vida melhor no estrangeiro, e que apenas de tempos a tempos recebiam uma carta dos seus entes queridos, assim como a sua visita uma vez por ano, geralmente no mês de Agosto.
Lembrei-me e senti tanta tristeza, porque não concebo estar tão longe de ti e não falar contigo todos os dias, ouvir a tua voz, e ter a certeza que se precisares de mim, de nós, estamos à distância de um telefonema, de uma mensagem, de umas horas até chegarmos uns aos outros.


4 comentários:

  1. Sim, só é pena é nem o ordenado minino da Suíça ganhar. Já só faltam 2 semanas. Com amor, I.

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    1. O dinheiro só é importante se para te fazer chegar este nosso amor ele conseguisse comprar algo tão grande, mas tão grande que lá dentro te fechasse. Mas penso que mesmo assim a mais pequena moeda, do mais ínfimo valor, me chegaria para que de amor te comprar. R

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  2. Respostas
    1. Obrigada. Beijo e bom fim-de-semana.

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