sábado, 31 de dezembro de 2016

MAIS UM QUE SE VAI

Que 2017 vos traga serenidade.
Fiquem bem a cada dia, todos os dias.
E bom senso, pessoas, deixem-se das 12 passas (sabem onde é que elas vão parar, certo?), de andar de feira em feira à procura das cuecas tchanan que não vão fazer de vocês a nova coca-cola do deserto.
Saibam o que cada cor usada na passagem de ano mudará, de facto, na vossa vida.

Imagem via Pinterest



quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

QUE APOLO ME ACUDA

Pessoas crentes nalguma divindade rezem por mim, pessoas que gostam de mim desejem-me sorte, pessoas que não gostam de mim ... deixem, não se macem. 
Ai Jasus, rapariga, o que se passa? Perguntam vocês, em ralações para com a minha pessoa. 
O que se passa é que recebi uma mensagem do além da minha professora de Pilates a informar que a aula de hoje vai ser de dança. Dança? Aquela coisa duma pessoa dar aos pés, à anca, ao rabo, mas com graciosidade??
Ahahahahahah, a professora não sabe onde se vai meter com esta aluna que tem dois pés esquerdos, a não ser que com o nervoso que sinto, ainda me dê alguma paradinha e me comece a babar toda. 
Dança, a sério? Não pode ser antes luta livre, wrestling, rugby ou mesmo correr a maratona? 
Aviso já que não me responsabilizo por possíveis traumas que a professora venha a ter em consequência desta barbárie aula.




terça-feira, 27 de dezembro de 2016

LAST WHISPER

Desculpem o egoísmo, mas ando preocupada, não sei o que se passa com a douta idade dos 50 anos, o que sei é que anda muito boa gente a finar-se nesta idade que é a minha.
Até tu George deste o último suspiro no dia de Natal. Tu por quem eu suspirei nos idos anos 80, com esse teu cabelo louro que parecia ter sido batido em claras de ovo e eu achava-te o máximo, que chorava ao ouvir e ver os vídeoclips de Last Christmas e Carelesss whisper. No teu último álbum voltei a emocionar-me ao ouvir-te cantar Feeling good de Nina Simone.
O destino gosta de nos pregar partidas de mau gosto, mas posso dizer-te que não vais só, levas pelo menos, um bocadinho da minha adolescência.





sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

AQUELE ABRAÇO

Esta história de desejar Feliz Natal é complicada. Porque nem sempre é feliz, porque nem sempre é Natal. Porque por variadas razões há quem não o festeje, há quem não acredite, há quem não seja feliz, vai lá sê-lo no Natal!
Independentemente de tudo aquilo a que têm direito de ser, de acreditar, de festejar, ofereço-vos um abraço de amizade que possam sentir todo o ano.



quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

DE BOA VONTADE VOS DIGO

Não desejo neste Natal um mundo melhor. Primeiro, porque não sei onde isso se vende, sequer se existe, além de que este onde vivemos - que é único, verdade? - é inigualável, não tendo a culpa de o andarmos a estragar há séculos e de lhe termos calhado em sorte.
Não desejando a extinção da espécie humana vou continuar a apostar neste planeta para viver e morrer e pedir bom senso aos senhores que teimam em explorar outros planetas, deixem-nos lá sossegados, que bem basta o que se tem feito a este.
Todos os dias me lembro de pessoas que vivem(?) em cenários de guerra, desespero, sofrimento, de pó, bombas, estilhaços, rajadas de metralhadora, fome, doença, miséria, dos que vivem contando os tostões que não esticam até final do mês, raios partam, e o estômago que todos os dias pede pão e os filhos que pedem mais agasalho, raça dos garotos, sempre com frio e fome.
Nada disto vai impedir que a minha ceia de Natal seja farta, triste miséria a minha, que não tendo nascido em berço de ouro, nunca me faltou o essencial e tanta vez o acessório.
Triste pequenez a minha, que ponho uma moeda na mão do mendigo, sabendo que não vai fazer diferença, que não vai alterar a sua condição, faço-o para não me sentir ainda mais pequena e sigo a minha vida ao ritmo dos meus humores. 




terça-feira, 20 de dezembro de 2016

NÃO É UM DESEJO PARA 2017

Um dia irei dizer e escrever coisas muito inteligentes e deixar de ser chata, hoje ainda não é esse dia.




segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

EMBRULHE AQUI

Fui comprar uns presentes a uma loja de artigos de desporto, cujo nome é composto por duas palavras, sendo uma delas começada pela letra z.
Os fofos não fazem embrulhos de Natal - não são os únicos - têm uma mesinha com papel fininho, fininho, que se não tivermos cuidado rasga-se todo, fita-cola rasca e os laçarotes já prontos a colocar.
Havia fila na caixa para pagar (e não foi ao fim-de-semana), quando cheguei à mesa do papelucho não estava ninguém, comecei a fazer os embrulhos com toda a calma e paciência que me falta tantas vezes. Algumas pessoas ainda esperaram, mas desistiram perante a minúcia e impassibilidade que eu dedicava à tarefa, que eu não gosto de fazer embrulhos às três pancadas.
Compreendo a dificuldade em embrulhar presentes nesta altura, mas será que aquelas almas não podiam dar uns envelopes para o pessoal levar para casa, com a certeza de que não se faziam em fanicos, ao invés daquele projecto de papel mais sensível que cristal? Poder até podiam, mas não era a mesma coisa.
Mais tarde passei junto dum hipermercado, onde havia um aglomerado de pessoas a servirem-se de papel de embrulho como se não houvesse amanhã, que aquilo dava para embrulhar o Pai Natal, o Menino Jesus, o Jorge Jesus e as gavetas lá de casa.
É Natal, os senhores empresários gostam de ver o povo feliz e contente.




sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

ATENÇÃO, ESTE POST TEM BOLINHA VERMELHA


Malta, como estamos de presentes de Natal? Tudo despachado ou ainda faltam alguns? Porque o tempo é escasso, porque não sabem o que oferecer, porque isto do Natal é tudo muito lindo mas também uma carga de trabalhos, se para as crianças é fácil, para os adultos nem por isso.
É aqui que eu entro em acção (salvo seja!)
Vejam o vídeo, reparem na cara infeliz do avôzinho, até que o neto com aquela camisola medonha lhe dá o presente de Natal e o senhor até chora! De certeza que conhecem alguém que vai apreciar este tipo de presente, não se aflijam mais, problema resolvido.





quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

TODOS OS DIAS É ESTE FADO

Recebi um e-mail publicitário a aconselhar-me a controlar os níveis de açúcar e a oferecerem um ano de Bios-não-sei-quê, se eu fizesse não-sei-quantos. Excelente conselho, para uma pessoa que abusa dos doces forte e feio.
Mas, o que eu gostava/necessitava mesmo, era dum conselho para controlar os azeites, porque do virgem ao composto passando pelo refinado, eu tenho muitos azeites e todos com elevado grau de acidez, que quando me atacam não vêm em garrafas de meio litro nem em versão gourmet, o que me deixa os nervos todos lixados oleados e a ferver.
Portanto, caros amigos, que me metralham todos os dias com os vossos sábios conselhos e excelentes produtos, toca a reunir os experts azeiteiros que me aliviem a azia, (valham-me os arrotos.)




quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

PROCURA-SE RENA EM BOM ESTADO

Tenho andado numa roda viva para escolher uma tóilete para a ceia de Natal e como podem comprovar pela imagem, encontrei.
Requintada, de bom gosto, toda ela (pelo menos parte, nem quero imaginar o que vai ali para baixo) a lembrar esta quadra, nem falta a rena do Pai Natal, e é precisamente com a rena que eu tenho um sério problema. Onde é que vou encontrar uma, assim viçosa, generosa e arrebitada? É que por aqui não abundam ...





terça-feira, 13 de dezembro de 2016

DETALHES QUE ACONCHEGAM

Senhoras e senhores, meninos e meninas, contemplem estas palavras que são importantes. Recebi para meu júbilo um postal de Natal que me deixou à beira de um ataque de euforia, que me soube qual éclair com recheio de doce de ovos, depois do sacana de dia que tive ontem.
E foi um postal em carne e osso à moda antiga, via CTT, que me foi enviado pela Magda (juntamente com o livro do mês) do Bando do Livro Secreto, com o meu nome e uma mensagem escritos à mão, uma mensagem boa, sem ser uma conta para pagar ou estar à disposição de um delete



segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

(DES)APONTAMENTO

Começar o dia a chorar, espero que signifique apenas, que afinal não sou uma besta como às vezes julgo ser.
Boa semana.




quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

FAXINAÇÃO

Dia de faxina cá por casa, o que me deixa à beira dum ataque de nervos (mesmo assim, pior seria se me enfiasse no shopping nesta altura do ano a um feriado), eu sou maluca mas não sou doida.
E quem não gosta de Elis Regina é  ... esperem lá, mas alguém NÃO gosta de Elis Regina?





quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

"NA" TARDA CORTO OS PULSOS

Fartinha, ouviram? Ele é o Brad enrolado com a francesa, ele é o moço que arreia nos filhos, ele ainda gosta mazé da ex. Ela porque está doente, ela porque era uma ciumenta dum cabrão, ninguém podia olhar de soslaio pró homem, parece que lá em casa andavam sempre aos gritos e arrepelarem cabelo, ai coitada só pesa 47 quilos, aquilo deve ser anorexia, ora a porra, pesa mais dois do que eu e não vejo ninguém obcecado com o meu peso e se estiverem é cagar e andar.  
Arre, que não se aguenta!







terça-feira, 6 de dezembro de 2016

QUESTÕES QUE ME SOBRESSALTAM

Quando eu era criança e me portava mal (o que era raro !!!) ou levava um raspanete dos meus pais, ou chegou a acontecer chegarem-me a roupa ao pêlo. Eu amuava, eu chorava, mas lá seguia com a minha vida até à próxima e não pensava mais no assunto, nem os meus pais pensavam que esta única filha que lhes saiu na rifa, ia ser uma serial killer (foi por pouco), não se recorria a especialistas para perceber porque é que a rapariga - eu - era assim aparvalhada desprovida de bom senso. Fui crescendo, ganhei trimbelhos de gente, se bem que há dias em que até eu tenho dificuldade em aturar-me.
Assusta-me seriamente ver tantas crianças e jovens medicados devido ao seu "comportamento", obviamente que existem casos graves em que existe essa necessidade, mas questiono-me até que ponto esta situação se tende a generalizar.
O comportamento humano não é uma ciência exacta e se cada individuo é um ser único, não serão as interpretações padrão perigosas? 




segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

PARA A MALTA DA RÚSSIA, QUE DE VEZ EM QUANDO AQUI VEM POR ENGANO

Obrigadovska pela visitrova, mas avisov que akin net se aprenditri nadichna.

Modelo russo Vladimir Averianov

P. S. Vladimir, filho, já que apareceste anda daí beber uma água tónica.


domingo, 4 de dezembro de 2016

INQUIETUDE

Mar, meu irmão. Com essa tranquilidade que também eu aparento tantas vezes, em dias revoltos de chuva castigados pelo vento que me queima a pele.
Ouvindo os teus lamentos murmurados em assobio, ouço o vazio que às vezes me inquieta e sufoca e que procuro aceitar e compreender para encontrar outras marés que me ergam e façam avançar, sabendo que tal com tu, hei-de voltar a recuar, a encolher-me, a engolir os meus fantasmas, numa luta sempre presente, sempre constante.
E eu que também sou feita de sal, mas não tenho o teu poder nem a tua grandeza, abraço a fragilidade da minha vida e envolvo-a em espuma de algodão doce.



sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

ALGUÉM PRECISA DE VOS CHAMAR À RAZÃO

Agora que entrámos oficialmente no mês de Natal, Magui está a sentir muita tensão no ar. É que esta quadra que apela ao amor, à paz, à união, à confraternização, a engordar uns quilos é muito desgastante. 
São os presentes que acabam quase sempre por ficar para a véspera de Natal (a não ser que tenham aproveitado a Black Friday, para conseguir aquele presente especial com supé desconto); saber que têm que passar esta quadra com aquela pessoa de quem gostam tanto, que até vos causa azia; preparar a refeição para as 50 pessoas que vão ter em casa e no fim ainda terem que se apresentar frescas, luminosas, felizes e maravilhosas como se acabassem de ter um encontro com o Clooney. 
Atentem, pois, nestes preciosos conselhos: não ofereçam nada a ninguém, digam que vos apareceu um anjo a comunicar que seriam a futura mãe do próximo salvador do mundo - já que o Outro não foi bem sucedido nessa tarefa - e que isso já é sacrifício presente suficiente.
Ignorem a tal pessoa que vos causa azia, vão ver que para o ano ela vai passar a consoada a fazer voluntariado com leprosos.
Comecem já a preparar o bacalhau, o peru, as rabanadas, as filhós, azevias, o tronco de Natal, a aletria, congelem tudo em tupperwares. Na noite de Natal é só descongelar, fazem um figurão e ainda são invejadas pela vossa capacidade de trabalho e pelo ar descansado e agradável que exibem.
Vão por mim que sou pessoa zen (ahahahahahah!) e não se arreliem.




quarta-feira, 30 de novembro de 2016

"DES"LARGUEM-ME, QUE EU TENHO RAZÃO

Tenho por princípio tratar os outros como gosto de ser tratada, não fazer aos outros o que não gosto que me façam. 
E, não, não sou a melhor pessoa à face da Terra (credo!), não sou a boazinha de serviço, tenho um feitio torto, sou teimosa, impaciente, embirrante, muito senhora do meu nariz e chega por hoje. Repito, falo educadamente para toda a gente - tento pelo menos - quando entendo que tenho razão não parto logo com catorze pedregulhos em cada mão e se há coisa que me esfrangalha os nervos, são pessoas que acham sempre os outros incompetentes e malandros e o raio que as abrase.
Mas, hoje se me dirigisse à companhia de seguros a quem pago todos os meses por débito directo, aquilo que ela entendeu que devo pagar segundo o contrato que assumimos, estava capaz de capar alguém, como se capam os porcos.
Há seis anos que ando numa luta com eles, por nunca me mandarem a tempo e horas a carta verde automóvel. É telefonema para cá, telefonema para lá, deslocação até à agência mais próxima da minha área de residência, para responderem que é um problema informático que até hoje não resolveram. Depois de momentaneamente desbloquearem a situação, chego a receber três cartas verdes iguaizinhas.
Possuída e agastada como estou com este assunto, pudesse ter entrado naquela agência tinha levado a capadeira do Zé Feno (senhor da minha terra que capava bichezas).
Ó, cara##o e não me venham os ofendidos amigos dos bichos, chatear-me ainda mais a mona.


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

ESPANTA-ESPÍRITOS

Com tanta coisa boa comó milho que importamos dos Estados Unidos da América, ainda não percebi como deixámos escapar o cartão de Natal, que consiste em fotografar a família em ambiente natalício, para oferecer ao resto da famelga, aos amigos e principalmente aos inimigos.
É que para além do bom gosto evidente que fica bem em qualquer moldura no cimo duma credência, é uma cena também com tradição nas famílias reias. 
Por isso, se preparem, que já está em fase de preparação a foto de Natal de Magui´s family - não sei como vou conseguir agarrar no emplastro hamster, mas nem que o anestesie, há-de marcar presença na foto. 





sexta-feira, 25 de novembro de 2016

ADIRAM A ESTA CAUSA, NÃO CUSTA (QUASE) NADA E FICA-VOS BEM

Neste país à beira mar plantado - eu sei, muito original, mas olhem que eu hoje nâ tô boa - fazem-se campanhas solidárias em prol de tudo e mais um par de cuecas.
Ora, esta que vos escreve, que por acaso sou eu, teve a brilhante ideia - mais uma! - e espero incentivar mais gente a aderir a esta causa, que como todas as outras, é de todos nós.
Lá a ver; uma noite destas desloquei-me ao hospital com o meu pai para que fosse assistido, derivado a um problema crónico de saúde. E a pessoa enquanto (des)espera que o seu familiar seja observado e que alguém se digne dar informações acerca dele, sem ter que pedir mil vezes desculpa pelo incómodo para saber do estado do paciente e pedindo a todas as forças da natureza para que não respondam "que fugiu" ao serem questionados pelo paradeiro do meu pai, como já aconteceu, vai ouvindo histórias de outras pessoas que estão na mesma situação. Uma delas queixava-se que o médico lhe tinha dado alta, depois de se ter indignado com o senhor doutor quando este lhe disse que não lhe podia fazer um exame ao coração, porque o aparelho necessário para esse efeito estava sem pilhas. 
Já há dias em conversa com umas colegas de trabalho, referia uma, que o pai quando vai ao médico de família, costuma levar pilhas ( e não é o único) porque quando toca a medir a tensão arterial, há sempre o tal problemazito da falta de pilhas no aparelho.
Perante esta calamidade (provavelmente devido a alguma bactéria) que é a ausência de pilhas nos centros de saúde e hospitais deste país, lanço aqui a campanha "Uma pilha por dia, nem sabe o bem que lhe fazia". E eu, qual Isabel Jonet, amadrinho e abraço esta campanha a muito custo, mas temos que ser uns pró outros e como é Natal, coiso e tal (ena, rimei.)
Uma pessoa sabe que um dia destes vai quinar, mas gaita, que não seja por causa de uma pilha que se compra nas lojas do chinês ao preço da uva mijona.

OU A PILHA



terça-feira, 22 de novembro de 2016

ESTAMOS EM GUERRA?

Faz amanhã 24 anos que fui mãe pela primeira vez. Que a maternidade me modificou é um facto, se me tornei uma pessoa melhor não sei, como não sei o que legitima a maternidade/paternidade a criar boas pessoas, como se os outros não o pudessem ser.
O que sei é que o que se sente por um filho é diferente de tudo o resto, é um amor que sabemos que é para a vida, é alegria a dobrar, preocupações a triplicar, o coração sempre em desassossego por aquelas criaturas que se tornaram o centro do meu mundo. Mesmo numa resposta menos correcta, numa acção mais infeliz o amor permanece, nem que às vezes apeteça mandá-los bugiar. Mesmo quando eram bebés e choravam desalmadamente e só me apetecia desaparecer ou então dar-lhes Valium para dormirem uma semana a fio, quando faziam birras e tinha vontade de fingir que não conhecia aquelas tiranas de lado nenhum.
Mas sei que uma mãe/pai ama os seus filhos incondicionalmente e não vale a pena estar a referir casos de crueldade entre pais e filhos.
O que se está a passar no Reino Unido, com a retirada dos filhos a mães portuguesas, perante a passividade das autoridades portuguesas é criminoso, é um cenário real de terror e guerra. É preciso agir para pôr um fim a estes actos de horror.



segunda-feira, 21 de novembro de 2016

EU PECADORA ME CONFESSO

Existem temas complicados de abordar, existe mesmo um certo tabu em relação a eles, como por exemplo no caso da religião, em que a intolerância à opinião alheia, à diferença, à maneira de ser e pensar é bastante significativa. 
Quem não acredita em Deus, é muitas vezes encarado com desconfiança e preconceito. Eu não acredito.
Nem sempre fui ateia, já acreditei, mas por razões várias deixei de acreditar e incomodam-me bastante certos dogmas de algumas religiões. Respeito - o que nem sempre significa que compreenda - quem é crente, quem tem fé e se refugia na religião, seja por sofrimento, por tristeza, por alegria ou devoção, mas também exijo o mesmo respeito para comigo.
Entro em qualquer lugar sagrado, não me incomoda, gosto de apreciar a beleza de catedrais e igrejas, gosto da capela da minha terra construída em madeira, penso que única no país.
Gosto de brincar com algumas pessoas acerca disso, sem ofender. Digo muitas vezes "valha-me Deus", é apenas uma expressão. Quando há uns meses fui submetida a uma intervenção cirúrgica, alguém me disse que rezaria por mim e eu agradeci.
Não sou pessoa de fé em termos religiosos, imagino que quem o é talvez seja mais feliz, aceite as contrariedades da vida e o infortúnio com mais tranquilidade, viva menos angustiado.
Repito, não acredito em Deus, mas se acreditasse faria minhas as palavras do professor e escritor Frederico Lourenço: "Acredito em Deus. Não acredito em nenhuma religião que me queira transmitir Deus."



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A MERDA E A ARTE OU VICE VERSA OU MAGUI ÉS UMA IGNORANTE DE MERDA

Ao visitar o Museu de Arte Contemporânea de Bucareste deparei-me numa das exposições, com um objecto artístico para o qual fiquei a olhar durante largos minutos, na tentativa de compreender tão inusitada obra. Obviamente que falhei, porque certamente a minha sensibilidade de artista é equivalente à de uma pulga.
Por esta altura já os meus fãs caros leitores estão em "fezes" para saber qual a obra de arte em questão. Simples. Um banal rolo de papel higiénico dobrado e com uma das pontas queimada. Se alguém souber esclarecer esta pobre leiga acerca do tema, dê um passo em frente.
Já em casa lembrei-me do artista italiano Piero Manzoni e da sua célebre obra a que chamou (e muito bem) Merda de Artista, que constou em colocar as suas fezes por diversas latas, distribuindo-as por várias colecções de arte do mundo, angariando vários prémios. Em 2007 uma das latas leiloada pela Sotheby´s foi vendida por 124 mil euros.
Deixo aqui um convite aos coleccionadores de arte deste mundo e de outro qualquer, para comprarem as minhas a um preço mais razoável e se quiserem ofereço a sanita como bónus.





quinta-feira, 17 de novembro de 2016

PRIVILÉGIO # 2

"Que é viajar?
Eu respondo com uma palavra: é avançar!
Que nunca te satisfaças com aquilo que és
Para que sejas um dia aquilo que ainda não és.
Avança sempre! Não fiques parado no caminho."

                                       Santo Agostinho








quarta-feira, 16 de novembro de 2016

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

TR(A)UMPICES

"Eu poderia parar no meio da Quinta Avenida e atirar em alguém, e não perderia nenhum eleitor, ok?"
Palavras de Donald Trump, futuro Presidente dos EUA. 
Quem conhece tão bem o povo que quer governar, merece a vitória nas eleições para esse fim.
Um povo que quer para seu Presidente, um homem que na campanha eleitoral prometeu anular o sistema criado por Obama que permite o acesso dos mais desprotegidos à saúde, que se gabou de agarrar as mulheres a seu bel-prazer, que afirmou construir um muro na fronteira com o México - o estado da Florida que tem uma considerável população hispânica, deu-lhe a vitória - é merecedor desse Presidente. Vão ser todos muito felizes.

Ilustração de Illma Gore


terça-feira, 8 de novembro de 2016

PRESUNÇÃO E ÁGUA BENTA, CADA QUAL TOMA A QUE QUER

Notícia num canal de televisão generalista; a retirada de 3 crianças à mãe, a mais nova com 2 dias, por parte do Tribunal com base num relatório da Segurança Social. Estes casos enervam-me sempre, não conheço o caso, não conheço os pais, pelo que a mãe disse em entrevista, está desempregada e o pai estará envolvido em "situações"??
Os técnicos da Segurança Social, fizeram seguramente aquilo que lhes competia, mas não haverá outra solução para este (e outros) casos, em que não se verifica violência física ou psicológica, que passe primeiro por ajudar os pais a terem condições para criar os filhos condignamente?
Nem toda a gente nasceu para ser mãe/pai, é verdade, mas não me parece que isso seja óbice ou prática comum para retirada de filhos, nem se trata de analogia com este caso.
O que me deixou ainda mais irritada na reportagem, foi o facto de filmarem exaustivamente as mãos tatuadas da mãe. Querem ver que as tatuagens são motivo de algum impedimento? Querem lá ver que aquela mulher por ter as mãos tatuadas não é competente para cuidar dos filhos? Será que quem editou a peça de reportagem, não achou por bem eliminar aquele exagero? Nem sequer eram necessários os planos às mãos, porque estas eram bem visíveis quando a senhora falava. Ora, querem ver o preconceito, de quem deve exercer a sua profissão com rigor e isenção!
Não tenho tatuagens e acho feio quando são em demasia, e então? O que é que o cu tem a ver com as calças?


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

domingo, 6 de novembro de 2016

JÁ A PENSAR NO NATAL # 2

Para aquela prima, amiga, cunhada a quem nunca sabemos o que oferecer, ou porque só lhe falta sarna para se coçar, ou porque tem gostos difíceis de satisfazer e nunca se encontra nada que encaixe na moça, aqui ficam umas sugestões.




sexta-feira, 4 de novembro de 2016

QUATRO ESTRELAS MICHELINAS

Larita, Sequita, Su, esta é para vocês. Música maestro.

Vocês minhas amigas de refeição, minhas irmãs camaradas
Amigas de tantas horas de almoço maradas
Cabeças ocas de meninas mas mãos de sopeira
Aquelas que estão do meu lado, junto à frigideira

Lembro-me de todas as comezainas, minhas boas companheiras
Vocês tantas vezes provaram ser grandes cozinheiras
O vosso coração é uma copa de portas abertas
Amigas as vossas sobremesas são uma grande descoberta

Não preciso dizer, tudo isso que vos digo
Mas é muito bom saber que vocês partilham comigo
Não preciso dizer, tudo isso que vos digo
Mas, ai de vocês que não o façam, vão direitas p´ró castigo.





quarta-feira, 2 de novembro de 2016

CREPÚSCULO prefiro DOS DEUSES *

Ontem, feriado, depois de terminar umas tarefas - cá coisas minhas - alapei à hora do crepúsculo a ler o livro secreto, passado pouco tempo filha querida alapa no outro sofá e liga a televisão, não me fez diferença o som da televisão porque o livro é levezinho não exigindo concentração nem puxar pelos miolos.
De vez em quando, punha um olho na televisão, continuava a ler, mais um bocado outro olho na televisão, continuava a ler. Até que a "coisa" televisiva me começou a despertar interesse, assumo que sim, perante vós, meia dúzia de fiéis leitores. 
Ora a "coisa" era um dos filmes da saga Crepúsculo ou Twilight no original. Nunca vi nenhum filme, nunca li os livros, mas sei do que se trata contado por quem já viu os filmes ou leu a saga. Aquilo não é a minha praia, vampiros, sangue, malta que se transforma em lobo, o pouco que vi achei mauzito, mas que desperta atenção, bolas, se desperta. A moça (normal, sem ter os dentes caninos afiados) a caminho do altar a tremer que nem varas verdes, o amigo de infância (um dos tais homens/lobo) que odeia o noivo vampiro, a rapariga que engravida e no dia seguinte já sente não-sei-o-quê a mexer dentro dela. Eu carregadinha de nervos, páro de ver e vou à minha vida. Volto e aquilo continua, dizem que vai parir um vampiro, e eu sem perceber se ela também já o é. Consegue parir uma menina, através de cesariana à moda vampiresca e fina-se. 
Diz-me a minha filha que afinal não morre, que é apenas para criar suspense no espectador. 
Porque será que tudo o que nos chega made in USA (mau em grande escala), papamos que nem papalvos?

 * Para a malta nova, Crepúsculo dos deuses é um filme de 1950, realizado por Billy Wilder.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

ESTE BLOG TAMBÉM OFERECE MIUDEZAS

Aproximem-se que Magui acordou muito generosa e decidiu ofertar-vos com algo nunca visto, nem nos blogues da Cocó e da Pipoca. 
E o que têm que fazer para ganhar tão extraordinário prémio? Nada! Isso, pasmem, nada de nada. Não quero cá gostos no facebook, não quero cá os vossos endereços de e-mail, a vossa idade, morada, altura, peso, número que calçam, poupem-me, não há necessidade. A(O) primeira(o) que aparecer à porta deste fantástico blog - camuflada(o), que não lhe quero ver a visage, para não me chamarem tendenciosa - leva o prémio e não se fala mais nisso. 
Então, Magui o que tens a oferecer que outros blogues ainda mais fabulosos que o teu, não o tenham feito? Vocês ofendem-me, quase me levam às lágrimas, o que vale é que sou uma sensível besta.
Como insistem, não faço mais suspense. TXARAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.
Instalou-se cá por casa de Magui, uma família de melgas que não dá sossego às pobres almas que por aqui habitam, pois sugam-nos o sangue e a paciência. 
Ora, como não pretendo usar de violência para com as ditas (para não ser vilipendiada pelas associações de defesa dos animais) ofereço-as com toda a boa vontade, já fiz um laçarote para cada uma, basta trazerem a sacola do bolinho para levarem este super brinde. Eu sei, ensandeci, mas que querem, gosto de vocês à brava!




segunda-feira, 31 de outubro de 2016

DONA-DE-CASA EXEMPLARMENTE EXEMPLAR

Quando acharem que a vossa casa está a precisar dum cheirinho agradável, que o chão já merecia ser aspirado e levar com a esfregona para ficar de cara lavada, aceitem um conselho, poupem-se a essa tortura. 
Ponham maçãs a assar no forno regadas com um fio de mel se querem ver o aroma delicodoce que se vai propagando pela casa. No fim, quentes, mornas ou frias é só espetar-lhe o dente.
O chão? Fica para a próxima, isto no caso de não terem maçãs à mão.


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

HAPPY FEET

A poucos dias do mês de Novembro, os meus pés irradiam felicidade por verem a luz do dia, enfiados numas sandálias.
Bendito Verão de São Martinho.



quarta-feira, 26 de outubro de 2016

VOCÊS NÃO SÃO DE CARNE E OSSO, POIS NÃO?

Ó filhas, digam lá que ninguém vos ouve, onde é que metem a barriga, ou melhor, vocês não sofrem de flatulência? É que uma pessoa (eu) depois das refeições fica assim um nadita inchada c´os gases e se não os larga é uma carga de trabalhos, a barriga projecta-se para a frente, uma pessoa (eu) fica desconfortável, então se permanecer sentada é um horror.
Por isso, partilhem com esta simples mortal, méquié? Só saem à rua quando comem uma frugal folha de agrião ou depois de esvaziarem a tripa? As meninas agendam o trabalho e os compromissos conforme o vosso trânsito intestinal, pois é? 
Estou a falar escrever muito a sério, desta vez não me acusem de conversas de merda, que o caso é delicado.




terça-feira, 25 de outubro de 2016

SEJA AGORA

Agora, agorinha, não, faltam poucas horas para assistir ao concerto dos Deolinda.
A meio da semana? Bem lhes pedi para ser durante o fim-de-semana, mas já tinham a agenda preenchida. Não faz mal, assim como assim, custa-me sempre levantar cedo da cama, ainda nem percebi porquê, até dizem que é saudável, ao nível do óleo de fígado de bacalhau e eu prefiro a Ana Bacalhau.



segunda-feira, 24 de outubro de 2016

ISSO NÃO É AQUI, É COM OS BLOGS CANDIDATOS AO PRÉMIO NOBEL, perdão, AOS BLOGS DO ANO

Depois dos senhores do comité do Prémio Nobel, me pedirem para eu tentar entrar em contacto com o Bob Dylan - talvez, seja leitor do seu blog - disseram amavelmente os tais senhores, deu-me um atrofiamento nos neurónios, nos membros superiores e inferiores que me levou a assentar arraiais no meu sofá, no dia de ontem.
Pus-me a ver televisão e enfiei de rajada uma temporada da série How I meet your mother e com as gargalhadas que dei consegui desatrofiar um pouco, para mais com companhia da boa.
À noite, já mais composta, ainda vi o concurso The Voice Portugal, mas aquilo também me atrofia, fico para lá de nervosa (seja lá o que isso for), na hora do júri escolher entre dois concorrentes, depois de jurarem a pés juntos que só não ficam com os dois porque são as regras do programa, ai, mas tu não desistas, estiveste muito bem, candidata-te na concorrência que por aqui já não te safas, aquilo dói-me quéquerem. Eu não servia para júri daquilo - e por acaso sabes cantar? Não sabia que era preciso, por acaso o Mickael sabe? Até parece.


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

JÁ A PENSAR NO NATAL

Um descuido e ai credo, que não tarda é Natal e eu deixo sempre os presentes para a última hora e é uma aflição, um esgatamunho de todo tamanho. Por isso, este ano já me precavi e decidi que vou presentear os homens com um fabuloso e original modelo destes, (só espero que não se constipem).




quinta-feira, 20 de outubro de 2016

NÃO VIVO EM VILAR DE PERDIZES, MAS ATÉ PARECE

No lugar (pequeno) onde vivo, existe há anos um estabelecimento comercial com uma cartomante. Parece que é um negócio em ascensão porque em breve vai abrir outro estabelecimento do mesmo ramo.
Não sei qual o método de trabalho, se adivinham o futuro dos clientes na palma da mão, nas cartas, nos búzios, nas pedras da calçada ou no cesto da roupa suja. O que sei é que hoje, talvez fosse dona dum próspero negócio se tivesse aprendido as mezinhas da minha avó, que "curava" do retorcido, do bucho tombado, do mau olhado, rezava o responso e mais não sei o quê. 
Mas, não. Eu, pessoa céptica e burra preferi trabalhar para um patrão que hoje está com uma mão à frente e outra atrás. Uma chapada nas ventas, era o que eu merecia.
Não se atrevam a chamar nomes à minha avó, que era uma santa e nunca cobrou um tostão por estes dons.


terça-feira, 18 de outubro de 2016

ISTO NÃO É UM BLOG, É SERVIÇO PÚBLICO

Vamos imaginar que vivemos até aos 83 anos (só??), vamos imaginar que não temos mais nada de interessante para fazer, vamos imaginar que somos do tipo de pessoa que gostava de saber quantas vezes na vida vai mudar de cuecas. 
Já estão a pensar; lá vem esta com conversas de merda da treta e pensam muito bem. O mais caricato é que existem empresas que pensam como eu, neste caso a WatchShop, que criou uma ferramenta interactiva que nos diz quanto tempo vamos gastar nesses 83 anos de vida a dormir, a tomar banho, a beber, a limpar a casa, a conviver e até a fazer sexo. Uau!
Deixo-vos AQUI a aplicação, para quando vos der a insónia fazerem o teste e deixo também um conselho, mexam-se. Porquê? Porque a empresa analisou os dados de 1300 ingleses que fizeram o teste e concluiu que durante a vida inteira, uma pessoa gasta quatro vezes mais horas a falar do tempo do que a fazer sexo. Percebe-se que os ingleses falem muito sobre o tempo, que a falta de sol os deixe sem energia, mas, o melhor é prevenir, portanto, mexam, remexam, apalpem, oscilem, ginguem, balancem, toquem, rebolem.


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

BIMBY E LOLA

Soube hoje, pois soube - ando sempre muito à frente - que para o ano vou ter um aumento de 0,25€ por dia no subsídio de refeição. Pouquinho, né? É nada. E nem preciso de fazer contas em Excel.
Passo a explicar; almoço durante a semana no meu local de trabalho, juntamente com três marmanjas colegas - momento sublime do dia! Começámos por ir comprar comida a um take-away lá perto, mas foi decidido em reunião de tupperwares que compraríamos um micro-ondas e assim trazíamos marmita de casa, pois que uma sopa e uma peça de fruta é suficiente para algumas, pois que outras têm que comer de forma mais saudável e tal e coiso. Assim seja. Micro-ondas comprado, marmita vinda de casa lá aquecida. 
Ora, em 2 meses, com o tal aumento, cada uma de nós fica com a sua parte do micro-ondas pago. Tau!
Ao fim desses meses, vou começar a fazer um mealheiro com esse valor e pelas minhas contas - repito, não preciso do Excel - ao fim de 16 anos, vou juntar o suficiente para comprar esse robot do demo uma Bimby, muito gabada por pessoas que a têm. Portanto, Lolita (que sou eu, hoje) não sou menos ca essas, também quero uma Bimby. 
Agora é a vossa vez de fazerem contas e perguntarem: Ó Magui Lolita, mas daqui a 16 anos já não estarás reformada? Eh pá, espero bem que sim, que o Costa e os outros Costas que hão-de vir não putrifiquem mais isto. Mesmo assim só vejo vantagens. Reformada, vou direitinha que nem um fuso, para o Lar da Misericórdia e como todos sabemos a comida nos lares da terceira idade é sensaborona, então, Lolita juntamente com as fraldas e a bengala, leva também a sua Bimby e vai comer que nem uma abadessa na Santa Casa. Tungas! 
Só espero que nessa altura, a dentadura não me falhe.


domingo, 16 de outubro de 2016

INTIMIDADES

Ontem assisti à peça de teatro Intimidades, pela Companhia da Esquina. Uma adaptação de textos de Woody Allen, comédia dramática que reflecte sobre o amor (ou será desamor?), a amizade, a traição, as frustrações e desilusões, um texto com personagens paranóicas, onde se percebe bem a escrita do autor.
Gosto de preservar em mim uma certa ingenuidade (não confundir com palermice) e assusta-me o quanto esta peça retrata com fidelidade a nossa sociedade. A falta de diálogo que se vai estabelecendo entre casais, o cinismo latente, pessoas bem sucedidas profissionalmente que recorrem ao álcool como escape dum vazio interior, a solidão que vai azedando o carácter, a traição entre amigos (amigos?), justificada com o cliché "aconteceu, não queríamos magoar ninguém". Tantas emoções reveladas numa hora de espectáculo.
Obrigada, às companhias que levam a cultura a todo o país.
Agora, preciso de apanhar ar, sacudir a poeira, ver o mar.




sexta-feira, 14 de outubro de 2016

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

XL VERSUS XS

As pessoas que vestem tamanhos grandes como o XL, queixam-se com razão, da dificuldade que têm em encontrar roupa que lhes sirva, não, que nas lojas não se encontrem esses tamanhos, mas porque não correspondem efectivamente à realidade, provocando nas pessoas desconforto por não se conseguirem meter dentro dum XL - como é compreensível. 
O mesmo desconforto é válido para as pessoas que vestem pequeno, como eu, onde o caso muda de figura, por acontecer precisamente o contrário, muitas vezes um S é grande para mim e tratando-se de saia ou calças de tamanho XS, tenho que mandar apertar na cintura.
E os modelitos de blusa tipo saco larguíssimos que basta olhar para aquilo, mesmo no tamanho mais pequeno, para saber que não vou gostar de me ver, que é muito pano para pouco corpo.
Por isso é que há hábitos antigos que convém manter, a bem da minha sanidade mental, que já por si não é grande espingarda, como é o caso de mandar fazer roupa nas costureiras - que felizmente ainda se encontram e muitas até os tecidos vendem. Basta levar um desenho ou uma foto do modelo que pretendo e não preciso de correr Ceca e Meca à procura duns trapos.
É que vestir-me na secção de criança e andar de babygrow não é nada o meu estilo.


Imagem Massimo Fenati


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Ó DIDON, DION

Está explicada a minha piquena antipatia por Céline Dion. A cantora de 48 anos, disse numa entrevista que o único homem que beijou na boca foi o falecido marido. Ó Céline, tu abre-me esses horizontes, não queiras morrer sem conhecer outros palatos e mesmo que não ames perdidamente essa pessoa, podes beijá-la, não é pecado, ninguém te vai mandar rezar 50 Avé-Marias.



segunda-feira, 10 de outubro de 2016

GOSTO MUITO DE PARTILHAR E AJUDAR O MEU SEMELHANTE

Todos sabemos e reconhecemos que a nossa língua é difícil de aprender. Para quem o português não é a língua materna, existem palavras com elevado grau de complexidade, que as torna difíceis de pronunciar correctamente. 
Exemplos disso, são palavras que contêm a letra X por esta se pronunciar de formas diferentes; palavras com as sílabas lei e rei seguidas; polissílabos; palavras com repetida alternância entre vogal e consoante; dígrafos; etc.
Ora, segundo método nenhum, Magui vai pegar nalgumas dessas palavras e dar uma ajuda aos alunos estrangeiros com bom gosto e ânsia de aprender português.

Amanhã - Tocar a música das Doce "Amanhã de manhã", repetidamente, até que os alunos vomitem, que depressa a pronunciam melhor que eu.

Lagartixa - Garantia de aprendizagem em poucos dias, através do convívio com as tias deste país, que têm todas petits noms como: Tixa, Tuxa, Lixa, Mixa, Nixa, Zixa, Dixa, Tuxa.

Cabeleireiro - Levá-los ao cabeleireiro de alguns jogadores de futebol, saem dali a sete pés, mas a saber dizer a palavra melhor que a Dra. Edite Estrela.

Otorrinolaringologista - Perfilar os alunos perante um portuga com problemas na gorge, a necessitar de consultar o tal otorrinocoiso, a escarrar forte e feio, até aquela pobre gente não só dizer na perfeição otorrinolaringologista, como também: tirem-me deste filme de terror, que não matei ninguém.

Paralelepípedo - Verem alguns episódios da Casa dos Segredos e a cantadeira Maria Leal, para perceberem que são pessoas desprovidas de cérebro, tendo no seu lugar paralelepípedos. Não só ficam a conhecer o que de melhor há em Portugal, como aprendem a correcta dicção da palavra.

É um prazer ajudar.


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

SE NÃO SABIAM, FICAM A SABER (SE JÁ SABIAM, NÃO CHATEIEM)

Este blog inaugura hoje, sem pompa nem circunstância, uma rubrica de grande relevância para a vossa existência e que irá contribuir para enriquecer o intelecto de Vosselências.
Não vai ter dia nem hora marcada, será quando me der na gana.
De nada.




quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O DIREITO À INDIGNAÇÃO

Está muita gente indignada, chocada, traumatizada, com as polémicas declarações da deputada do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, quando esta referiu que tem que se "perder a vergonha de ir buscar a quem está a acumular dinheiro". Têm todo o direito à indignação, por isso, é salutar viver em democracia.
No entanto, gostava de ver essas mesmas pessoas indignadas com o que tem sucedido nestes últimos anos, contra uma grande maioria do povo português, com medidas austeras que afectam sobretudo as classe média e baixa, nomeadamente com o aumento do desemprego, da precariedade no trabalho, com a retirada de subsídios de férias e Natal, aumento dos níveis de pobreza, com o facto de 1 em cada 5 portugueses viverem com menos de 422€, que as cantinas escolares estejam a funcionar durante as pausas lectivas, para que muitas crianças tenham uma refeição digna por dia e tantos outros factores que contribuem para que Portugal seja dos países mais pobres e desiguais da OCDE.
Indignemo-nos todos.



terça-feira, 4 de outubro de 2016

JÁ FUI ARTISTA DE CIRCO

Só não fui (ainda) da cassete pirata. 
Quando era adolescente, o circo era das poucas atracções que havia aqui na santa terra onde vivo e apenas no Verão. Durante o dia, os artistas saíam à rua com as suas vestes coloridas e estrambólicas, montados em cavalos e elefantes e com macacos aos ombros, oferendo bilhetes às damas.
Numa noite, esta dama e duas malucas amigas, fomos ver um espectáculo, casa cheia, muito público naqueles bancos corridos de madeira que faziam calejar o cu.
Às tantas, surge um faquir em palco, peito nu, turbante na cabeça, calças à Aladino, que pede a colaboração do público, para lhe espetar um alfinete no lombo, ora, como o sonho da minha vida era precisamente esse, lá fui ter com o homem das Arábias para o condecorar com um alfinete de dama, vi-me aflita com aquilo, porque o faquir tinha a carne rija como cornos, mas lá ficou o alfinete muito catita espetado em carne humana. De seguida saltam as minhas amigas da assistência e lá nos perfilamos as três muito sossegaditas, para vermos passar à frente dos olhos, uma faca que atirava e ficava cravada numa parede de madeira atrás de nós, nem uma pestana nos arrancou, era um artista a valer. 
No fim fomos aplaudidas como gente grande, só não fizemos carreira no circo, para não ofuscar as estrelas que lá existiam.

Imagem de Latuff