O Tuga é desenrascado, despreocupado, é o típico exemplo do “deixa andar”, do “depois se vê”.
O Tuga perante qualquer ameaça corre a comprar latas de atum e papel higiénico, porque como se sabe, quando espirra um Tuga, cagam-se outros dez.
Mas, mesmo assim, O Tuga não leva as coisas muito a sério, qu´isto a vida são dois dias, e o Carnaval são três, como tal xacá ir até Itália infectada de coronavírus até ójolhos, mas se o Tuga passa entre os pingos da chuva, também passa entre uns pingos de cuspo.
O Tuga chega a Portugal das suas vacanzas e faz voto de silêncio, q´ais epidemia, q´ais quê, mas alguém tem a ver com aquilo que o Tuga faz à sua vidinha, s´agora!
O Tuga é dispensado das aulas, como tal, aproveita o dia de calor para ir aos magotes até à praia dourar o caparro.
O Tuga tem as crianças em casa, dispensadas das aulas, por prevenção.
Ai Jasus, atão e agora?
Bora meter férias e ir até ao Algarve, aproveitar, que os preços devem estar acessíveis para o Tuga.
Depois disso, não lhe peçam para ficar mais tempo em casa com os Tugas mais pequenos, birrentos, à semelhança dos seus semelhantes.
O Tuga é trabalhador, mas não tem pruridos em meter baixa médica (nem o Tuga médico em lha passar) por uma qualquer unha encravada.
O Tuga diz mal de tudo e de todos, do vizinho, do primo, do sistema, do caralho.
O Tuga governante não gosta de tomar decisões impopulares, desagradáveis, a não ser para ir ao bolso dos outros Tugas, mas aí, é para bem dos de sempre do país.
O Tuga é hospitaleiro, gosta de receber bem les étrangers.
O Tuga preza muito a sua liberdade, faz bem.
O Tuga preza muito os seus direitos, faz bem.
O Tuga preza muito os seus deveres..., seria bonito de ver.
O Tuga é um gajo porreiro.
Afinal, o Tuga somos todos nós.