segunda-feira, 15 de junho de 2020

LEVANTAI HOJE DE NOVO...

esses cus da cama.
Deixem-se de mimimimimis porque é segunda-feira.
Não se esqueçam dos milhões que têm de injectar na TAP, no Novo Banco, nas custas do processo EDP/António Mexia, onde não devia, acho que estou a esquecer alguns, mas por agora já são motivos suficientes para se deixarem de preguiça e estarem constantemente a reclamar que são mal remunerados e que o custo de vida aumenta bestialmente todos os dias.
E a crise económica provocada pelo Covid-19?
Não estão a pensar que são aqueles boys e girls lá de Bruxelas que a vão pagar, pois não?
Não há pachorra.
Lamentam-se, guincham, protestam, falam, falam e não fazem nada.
Menos palavras e mais acção.
Sejamos patriotas.

(Vamos tirar uma selfie com o Marcelo, que a azia já passa!)

sexta-feira, 12 de junho de 2020

AI PODES, PODES

Este Verão a minha Praia vai ter lotação máxima de 5800 pessoas.
Cá para mim os da terra devem ter prioridade, por isso nem me chego à banca das senhas.
Também queriam ter uma praia, ? Palecos!
Mas, como sou uma alma caridosa, bem negociado cedo o meu lugar, entre as 12h e as 16h.
Preparem o livro de cheques e enviem mensagem privada.
Aviso já que o contrato só é válido depois de verificar que o cheque tem uma farta cabeleira.





segunda-feira, 8 de junho de 2020

A PESSOA...

confinou. A pessoa começou a desconfiar de tudo, a ter medo de tudo, a ter nojo de tudo.
A pessoa saía à rua, apenas porque tinha que encher e vazar a tripa.
A pessoa desconfinou.
Começou a trabalhar presencialmente.
Ao fim do primeiro dia, os nervos da pessoa estavam mais frangalhados do que é normal.
A pouco e pouco a pessoa começa a descontrair um cadito, para não endoidecer completamente.
Já está mais no relex, contudo, tentando não descurar as recomendações da DGS.
No último fim de semana de Maio a pessoa trabalhou e perdeu a conta ao número de pessoas com quem teve contacto, sempre com a cassete em play "ó faxavôr não ultrapassar a linha bem visível no chão".
Nunca andaram ao catraio, no final do Verão, com os olhos postos na areia à procura duma moeda.
A determinada altura, a pessoa já desvairada, alertava para que se mantivesse o devido distancionamento!
A pessoa passou (se é que é possível) a lavar e desinfectar mais as mãos.
A pessoa já foi ao cabeleireiro e à esteticista, deu umas caminhadas à beira-mar, a pessoa já se sentou numa esplanada, a pessoa já comprou comida num teiqueauei.
Ainda não arranjou coragem para ir ao oftalmologista, mas lá chegará o tempo e se fizer questão de continuar a ver.
A pessoa tem ganas de ir de férias, nem que seja de tenda às costas, num camião de transporte de suínos.
A pessoa até se sentiria normal, se alguma vez, o tivesse sido.
Não sei quem é esta pessoa, mas podia ser eu, talequalmente.








quinta-feira, 28 de maio de 2020

FOI ONTEM, UAU...

dia de cabeleireiro.
Nunca me tinha despachado tão rapidamente, o salão todo para mim, até me senti a Duquesa da Bridge d´Arrábida.
Saí de lá, ainda estava um calor infernal.
De regresso a casa, sozinha com os meu pensamentos - o que nem sempre é seguro - estava com vontade de ir esplanar à beira mar, comer um gelado, ver o pôr do sol e pensar na morte da bezerra.
Estacionei o carro em casa e entrei... mas, antes de mim, já tinham entrado centenas de mosquitos, vindos dos confins do inferno.
Lá se foi a esplanada, o gelado, o pôr do sol e a bezerra, que assim-comá-sim, já se tinha finado.
Andei uma eternidade a caçar mosquitos de aspirador em punho, suava por todos os poros, tive que prender o cabelo, acabadinho de sair das mãos da cabeleireira.
No fim, meditei, alinh(av)ei os chakras e cheguei à conclusão que nada acontece por acaso.
Foi apenas uma forma que o Universo encontrou para me fazer esquecer do Covid por umas horas.
Bem se pode ir foder.

terça-feira, 26 de maio de 2020

HOMESSA

Para além da máscara social vou começar a levar também a bomba social, quando for às compras.
Não se dêem ao trabalho de perguntar que eu explico, aqui e agora, neste preciso momento.
Para evitar que certas pessoas se colem a mim, não conseguindo distanciar-se 20 cm, nem esperar 5 minutos que eu dê de frosques, levo uma bomba de mau cheiro, ou seja, peidos e bufas engarrafados e tau, a pessoa começa a chegar-se e ali vai disto...
Com a máscara no focinho deve ser mais catita sentir o cheirinho.
Também já pensei em adoptar uma doninha-fedorenta e levá-la no bolso para o mesmo efeito.




quinta-feira, 21 de maio de 2020

21 A 21

Longo e dourado como os teus cabelos, 
cor de mel como os teus olhos,
franco e doce como o teu sorriso,
assim, é o meu amor por ti.
Sempre, para sempre.
Parabéns minha filha.




sexta-feira, 15 de maio de 2020

Ó BALANCÊ, BALANCÊ

Comecei em tele-trabalho no dia 16 de Março.
Mudei a posição do computador 4 vezes.
Custou-me a habituar, no trabalho presencial não estou tanto tempo agarrada ao computador.
Tive(mos) que reinventar a forma de trabalhar, o que é um factor positivo.
No momento em que já estava adaptada, vou começar a trabalhar presencialmente.
Vai correr bem, digo eu cus nervos.
Tenho saudades das minhas colegas, do espaço, mas se me dessem opção ficava mais tempo em casa, que a cagunfa é muita.

Apenas tenho saído para as compras essenciais, uma vez, na loucura, duas vezes por semana.
Ao principio tudo me metia nojo, agora estou expert em desinfectar o que me entra em casa, mas mesmo assim, é uma boa merda, e penso se não será um ritual nos próximos longos tempos.
Quando chego do supermercado as pernas tremem como se estivesse horas a fio a treinar no Cirque du Soleil. 

Com o que parti e esfudacei em casa nestes últimos 2 meses, quando comprar novo, num instante a economia do país se restabelece.

Aos finais de tarde e ao fim-de-semana, no tempo que as lides domésticas (ou tortura, como quiserem 😡) me deixa livre, vou até ao meu jardim apanhar sol, quando ele dá um ar da sua graça.
Tenho lá um pequeno cadeirão, olho pra ele, ele olha pra mim.
Sento-me, não sento?
Sei lá se não está carregadinho de covides.
Volto atrás, trago uma manta e cubro-o para depois me sentar.
A banalidade com que fazia muitas coisas a ser ponderada ao milímetro

Costumo dizer que não tendo jeito para nada, faço um pouco de tudo.
Não consigo entusiasmar-me pela cozinha (a não ser para fazer bolos) deve ser algum gene que nasce com a pessoa, definitivamente tenho esse défice.
Tão depressa não meto os cotos num restaurante, portanto não há outro jeito maneira de alimentar o povo cá de casa.
Valha-me que também eles se chegam ao fogão se querem comer e não fazem favor nenhum.

Tenho as nails numa miséria, mas acho que se for à esteticista e as meter no forno, cai-me a pele das mãos, o que não dá muito jeito.
Quanto ao cabelo já decidi, vou fazer este penteado, tipo amuleto da sorte.





terça-feira, 12 de maio de 2020

DIA INTERNACIONAL DO ENFERMEIRO # 2

Os enfermeiros não precisam de palmas, necessitam do respeito e do reconhecimento de toda a gente.
Todos os dias. 
Permitam-me lembrar aqui, dois enfermeiros muito especiais - como o são todos - a minha filha e o meu genro, que não vejo há cerca de 5 meses, nem sei quando isso irá acontecer.
Está tudo bem.
Vai ficar tudo bem, para os que sobreviverem e ultrapassarem esta pandemia.
E eles vão, eu sei.






segunda-feira, 11 de maio de 2020

CEREJAS

As primeiras do ano.
Sensaboronas.
Não importa, há que preencher os dias com a normalidade possível.
Guardei os caroços, não me apareça à porta algum dos ricos de que falou o governador do Banco de Portugal, os tais, que com a pandemia vão sair mais penalizados do que os pobres.
 






quinta-feira, 7 de maio de 2020

terça-feira, 5 de maio de 2020

DIA MUNDIAL DA HIGIENE DAS MÃOS...

… assinala-se a 5 de Maio.
Nunca é demais lembrar, principalmente em tempo de pandemia causada por Covid-19.
Lavem as mãos.
Lavem as mãos.
Lavem as mãos.
Lavem as mãos.
Lavem as mãos.
Lavem as mãos... pá.








segunda-feira, 4 de maio de 2020

DESCONFI(N)AMENTO

Continuo em tele-trabalho, mas vai acontecer em breve o meu regresso ao local de trabalho.
Enfiar novamente o computador de serviço (que mais parece um LCD) e o resto dos cacarecos, no carro que os trouxe até casa.
Trabalho com público e não é com um tipo específico de público.
É um género de praia, mas sem nadador-salvador, com pessoas de todo o género, feitio, idade, gostos e tudo e tudi.
Não sei em que condições vou trabalhar.
Aredito que a minha entidade patronal faculte as máscaras sociais, o gel desinfectante e as condições de higienização do espaço.
Mas isso não me chega. 
Exijo fraldas porque estou acagaçada.
Desejo ficar zen quando me entrar alguém porta dentro sem máscara, porque vai acontecer.
Portanto, necessito de formação na área de terapias de relaxamento.
Preciso de hipnose que me faça regredir ao tempo em que eu não dizia palavrões, nem sabia o seu significado.
Sou uma pessoa de sorriso aberto, tenho de aprender a fechá-lo mais vezes, mas, prontes, aí a máscara vai ajudar.
Valha-me ter audição selectiva...



quinta-feira, 30 de abril de 2020

ESTE BLOG TAMBÉM CONSPIRA

Pois, é verdade, também vou botar discurso acerca da origem do coronavírus.
Deixem os cheneses sogaditos que a única culpa que se lhes pode apontar é o facto de comerem tudo quanto rabeia.
Ainda não perceberam que essas porras todas não lhes faz bem nenhum, que lhes provoca aquele tom de pele amarelo bufa e os olhos em bico.
Para mim outros factores se alevantam, só não vê quem não quer ou é ceguinho.
Reparem nestas fotos das semanas da moda das capitais faxion deste mundo, anteriores a 2020.
Não me lixem...







terça-feira, 28 de abril de 2020

O HOMEM SONHA...

a obra nasce, já dizia Fernando Pessoa.
Pois, meu caro Fernando, a sua obra será eterna, já a minha, foi um ar que lhe deu.





segunda-feira, 27 de abril de 2020

QUARENTOLA

No sábado também cantei a Grândola - ABRIL sempre - de espanador ao peito.
Dancei o corridinho com o aspirador e o malhão com a esfregona.
Fiz a espargata lateral em cima dum escadote, para limpar o topo dos móveis, não estivesse o vírus práli escondido.
Ouvi a longa conversa que mantiveram a tábua de passar e o ferro, indiferentes à minha presença. 
Muitas queixas da tábua, sempre na horizontal, a levar com o ferro para cima e para baixo, que ora engoma a camisa do senhor doutor, ora dá uma passagem ligeira nas ceroulas do ti Alfredo.
Percebi ali uma relação de amor/ódio, porque mesmo cansados, no fundo, não passam um sem o outro.
Desinfectei puxadores de portas e armários, interruptores, superfícies, torneiras, vidros, que me exigiram pastilhas para a rouquidão que a lixívia lhes causa.
Quando abri a máquina de lavar loiça, a bicha ia-me saltando em cima.
Acha inadmissível tanta lavagem ultimamente e ameaçou com layoff.
- Olha filha, vai-te queixar ó Covid-19, tenho nada com isso.
O fogão nem piou porque sabe bem que ando fartinha dele, e tem receio que o troque por alguma Bimby.
Por fim perguntei às paredes como se sentem com tanta recauchutagem que já levaram, desde tinta a placas de gesso cartonado, porque também eu ando a precisar de qualquer merda que me suavize a pele e não deixe entrar as humidades, mas não ouvi a resposta, acho que desmaiei.





quinta-feira, 23 de abril de 2020

Ó LARILÓLELA

como este mês não há nenhum,
pois recebi de aumento 2,61€*

Ó larilólela
cala-te bem caladinha
que há gente que não levou nadinha

Ó larilólela
é o caso de médicos e enfermeiros
que assim comá sim, não vão a casa,
logo não precisam de pilim

Ó larilólela
ninguém bate Portugal
no Covid e no capital

Ó larilólela
vou fazer um mealheiro
para oferecer ao Costa Artilheiro

Ó larilólela
somos fodidos de todo o lado
vou mazé daqui embora
no meu cavalo alado.

* (são mais 0,07€ mas não rimava)



terça-feira, 21 de abril de 2020

A CIÊNCIA A DAR-ME RAZÃO

Sempre pensei que muitos homens se desgraçam irremediavelmente porque pensam com a cabeça (e seus apêndices) errada.

"Um novo estudo sugere que os testículos podem ser uma área fértil para a propagação do novo coronavírus ou Sars-coV-2, causador da doença da Covid-19. Permitindo que o vírus fatal afete os homens por mais tempo e mais severamente."



segunda-feira, 20 de abril de 2020

MEXE E REMEXE

Ontem armei-me em Magui Marie Kondo e destralhei, que uma pessoa tem que ocupar a mente nem que seja a contar pintelhos.
Qué dizer, tirei dum lado e pus noutro.
Abri uma arca onde ainda tenho cenas do enxoval - sou do tempo em que as mães começavam a preparar o enxoval das filhas, assim que acabavam de parir - de onde tirei algum proveito.
Sacas de tecido para pão. Quando comprar pão, chego a casa, pego nele com uma pinça e enfio-o na saca antigamente.
Panos de cozinha com ponto picô, para substituir os que tenho a uso que já viram melhores dias.
Toalhas de mesa todas catitas, o facto de terem perto de 40 anos, não lhes retira beleza, ora essa.
E a cereja no topo do bolo - que depois da foto voltou a recolher ao fundo da arca - este penacho.


Passo a explicar o que é, que vós sois pessoas simples.
Uma salva, 2 passarinhos com um biquinho, onde foram depositadas as alianças de casamento no ano de 1990 d. C.

Para a próxima talvez encontre o vestido de casamento que me irá ser muito útil para transformar em máscaras sociais.



quinta-feira, 16 de abril de 2020

LUCHO

"Numa manhã do verão austral de 2014, muito perto de Puerto Montt, no Chile, uma baleia encalhou na costa dos seixos. Era um cachalote de quinze metros de cumprimento e o seu corpo, de uma estranha cor cinzenta, não se movia.
Alguns pescadores acharam que talvez se tratasse de um cetáceo desorientado; outros sugeriram que, provavelmente, tinha ficado intoxicado com todo o lixo, que se atira para o mar.
E um silêncio carregado de tristeza foi a homenagem de todos os que rodeávamos o grande animal marinho sob o céu cinzento do Sul do Mundo."

in, História de uma baleia branca,
de Luis Sepúlveda 


Luis Sepúlveda deixou-nos hoje aos 70 anos, vítima de Covid-19.
Gostava que os amigos o tratassem por Lucho.
Hasta siempre.




terça-feira, 14 de abril de 2020

LAMENTO... É A VIDA

Por muitos motivos ou talvez por motivo nenhum, acabamos por nos afastar de pessoas de quem gostamos e aproveitamos para culpar a vida.
Ontem, durante a hora de almoço assistia a um dos noticiários da TV.
Não estava a prestar grande atenção, reportagem sobre o tema do momento 
-  ou vários temas, não sei bem - Covid-19, coronavírus, pandemia, isolamento social, infectados, medo, quarentena, pessoas de risco, cuidados paliativos.
Entre uma garfada e outra, olho com mais atenção.
Uma senhora, presumo que da minha idade, fala da situação que a priva de ver os pais, da mãe com problemas oncológicos, enquanto a câmara mostra os pais à janela dum prédio a acenarem.
A senhora vira a cara para esconder o choro, e foi aí, nesse preciso instante... 
que eu te reconheci, Guida.
Liguei a uma amiga para ir ver, porque eras tu de certeza.
Quantos anos se passaram sem sabermos nada uma da outra?
Foi preciso vir esta merda, para eu te ver através dum écran de televisão.
Não tenhas vergonha de chorar.
Lamento profundamente pela tua mãe. 
Lamento o nosso afastamento.
Lamento...



segunda-feira, 13 de abril de 2020

JÉSSICA, MARIANA, HUGO, SOFIA, INÊS, MARLENE, PEDRO, SIMONE, CLÁUDIA, LÍLIA...

estes são alguns dos nomes de enfermeiros de nacionalidade portuguesa, a prestarem serviço em Inglaterra.
País que os acolheu de braços abertos, que os remunera como merecem e que lhes reconhece o valor, assim como a todos os outros de nacionalidades várias, que se formam durante 4 anos, nos países de origem.
O PM, Boris Johnson, afirmou no início do surto na Europa que  mais de metade da população  inglesa iria ficar infectada, ganhando assim, imunidade e que muitas pessoas iriam morrer mais cedo do que se esperaria.
Como tal, a Inglaterra demorou a tomar medidas de prevenção para conter a pandemia, sendo actualmente, o quarto país europeu onde se registam mais casos de morte por Covid-19.
Um país que é uma grande potência mundial.
Um país que não está a seguir as recomendações da OMS, no que respeita à protecção dos profissionais de saúde, perante a pandemia que está a atingir o mundo.
Um país onde os infectados com mais de 70 anos são tratados, descartando no entanto, a hipótese de serem ventilados caso necessitem.
País onde os enfermeiros trabalham com medo, insegurança e que mesmo assim, dão tudo, o que têm, o seu empenho e profissionalismo e o que lhes falha tantas vezes, a força e o ânimo.
Boris Johnson, depois de ter saído do hospital de St. Thomas, em Londres, onde esteve internado nos cuidados intensos devido a contágio por Covid-19, agradeceu aos profissionais de saúde que lhe prestaram assistência, entre eles,  o enfermeiro português, Luís e declarou também:


 "It is hard to find the words to express my debt to the NHS for saving my life."

Bonito.
Mas, o que o NHS precisa, mais do que palavras simpáticas, são medidas que protejam os seus cuidadores, nomeadamente a nível de equipamento.


P.S. Pensem nisto quando criticarem o nosso SNS, que sim, funciona com muitas falhas.



quinta-feira, 9 de abril de 2020

COM AS MÃOS NA MASSA

O homem desta casa fez um delicioso folar, seguindo as instruções da Chefe Dolores.
O problema é que quando chegar Domingo de Páscoa, o bolo vai ser uma miragem, mas não interessa, afinal a Páscoa é quando uma pessoa quiser e conseguir novamente fermento de padeiro.
Boa Páscoa.
Fiquem bem, fiquem seguros, em casa.










terça-feira, 7 de abril de 2020

O QUE VEJO DA MINHA JANELA

Tenho os vidros um nadita sujos, portanto não vejo grande coisa.
A vontade de os limpar é grande, mas mete-se sempre qualquer coisa pelo meio, tipo preguiça que como sabem é um bicho muito irrequieto, não deixa a pessoa em paz.
Mas, atenção, não pensem que não sou zelosa com a higiene da casa, a sujidade é por fora, por dentro podem-se lamber.



segunda-feira, 6 de abril de 2020

DIVAGAÇÕES PANDÉMICAS

Diz que não é aconselhável ter as unhas grandes, não vá o bicho proliferar nelas acima ou abaixo.
De cada vez que vou para as cortar, adio, porque me dão uma sensação boa de normalidade.
E porque penso, xacá esperar mais um dia, quem sabe se não acordo amanhã com a rendição do Covid-19, agitando uma bandeira branca e tudo a voltar ao que era, e eu a correr para a porta da esteticista para ser primeiras.
Não é assim tão estranho pensar nisto.
Pior, acho eu, que não percebo nada disto, são aquelas pessoas que juram a pés juntos, que depois desta pandemia, vamos ser pessoas melhores, mais preocupadas uns-cu-otres, mais tolerantes, fraternas, respeitadoras do ambiente e o car@lho.
Tarda nada estão a dizer que as pessoas vão responder aos bons dias de algumas parvas que têm a mania de ser educadas.
Que sejamos muitos para ver.