sexta-feira, 4 de agosto de 2017

SOMOS UNS PORREIRAÇOS ...

nós, os portugueses. Somos tão porreiros que permitimos que nos ofendam na nossa dignidade, a torto e a direito. Todos os dias.
Não queremos chatices.
É o país que temos, é o país que somos, o que se há-de fazer, já nos conformámos com este argumento.
E deixamos andar e não temos coragem para enfrentar, para mudar, para fazer acontecer.
Falamos baixo, não vão "eles" ouvir e ainda nos lixam mais.
Indignamo-nos junto de amigos e conhecidos e não vamos mais além.
Depois se vê, acontece a todos e continuamos pacificamente a nossa vida, à espera que algo mude por milagre.
É verdade, que criticamos mais do que elogiamos, julgamos levianamente, mas somos uns pândegos.

Na quarta-feira, o meu pai deu entrada no Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra para ser submetido a um procedimento de ablação cardíaca, que requer anestesia geral.
Foi-lhe dito que o procedimento tem uma duração previsível de 4 horas e que estivesse pronto às 08:00 de ontem.
Mais tarde, já encaminhado para a cirurgia, foi informado pelo médico cardiologista que não lhe podiam fazer a ablação, porque a primeira tinha demorado mais que o previsto e não havia anestesia suficiente para lhe administrarem.
NÃO HAVIA ANESTESIA SUFICIENTE!
Fui buscá-lo, sem lhe terem marcado nova data, será contactado posteriormente.
Porreiro, pá.


 

10 comentários:

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    1. Imagino quantas situações destas, não acontecem todos os dias pelos hospitais deste país. Incrivelmente mau, muito mau.

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  2. Olá, é uma situação desagradável que deve de ser contestada, é só enviar um mail para o director clínico e pedir e responsabilizar para o que pode acontecer ao seu pai, infelizmente as pessoas vão-se acomodando sem tomar acção contra quem devem tomar, ainda não compreenderam que a contestação é um dever para que, futuramente seja corrigido o que está mal, tenho um caso pessoal com o hospital que contestei e recebi a resposta que não me gradou, fiz a segunda contestação, se não obter resposta durante 30 dias, a mesma segue para administração de saúde regional, até chegar ao secretario de estado da saúde, contestar com argumentos, faz parte da democracia, é um dos direito que temos, felizmente que aquela cultura que os médicos são os donos da razão, que lhes dá o direito de fazer tudo e mais alguma coisa, está a mudar, faça valer os seus direitos, até lhes criar arrepios gelados e calorentos.
    Votos de melhoras e recuperação rápida para o seu pai, não desmereça nem tenha medo de reclamar.
    Boa semana se poder,
    AG

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    1. Boa noite AG, obrigada pela explicação.
      Já fiz uma reclamação, vou esperar pela resposta, que prevejo não seja do meu agrado.
      Uma boa semana, também para si.

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  3. Aconteceu o mesmo ao meu sogro, já preparado e digo preparado, porque já o tinham chamado para vestir a vestimenta do hospital, em jejum e há um ror de horas, para depois dizerem que não podiam operá-lo, no caso dele aos olhos, porque tinha de levar anestesia geral e ali não havia. Apeteceu-me entra por ali a dentro e chamar uma série de nomes aqueles incompetentes, não que eu o seja mais que eles no meu serviço. Triste né???

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  4. Triste de quem passa por uma situação destas, não só fica com receio de que volte a acontecer como é humilhante.
    Também não acho que a solução passe pelos hospitais privados, nem todos têm recursos financeiros para isso e quando as coisas correm mal os doentes acabam por ter de ir para um hospital público.

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  5. Triste e lamentável, os nossos imposto serem aplicado de forma tão irracional, não servindo os propósitos devidos.
    Infelizmente nos últimos dias já li mais posts com pessoas a queixarem-se..

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    1. É o nosso calcanhar de Aquiles, o serviço nacional de saúde, para mal dos nossos pecados.

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  6. Caramba não basta o stress de ter de passar pelo processo quanto mais não o fazer e ainda ficar à espera de novo dia.
    Sim, nestas situações e coisas do género devíamos perder a "vergonha" e mandar uns berros. Provavelmente não ia adiantar na resolução do problema, mas ia aliviar na questão dos nervos.
    Que a próxima corra bem.

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    1. É horrível, uma vergonha.
      Já fiz algumas reclamações, tentar não custa.
      Obrigada.

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